IRMÃO FONSECA
Hermano da Silva Fonseca, ou o irmão Fonseca, como gostava de ser chamado, é o primeiro nome a mencionar nesta galeria.
Conheci-o uns três dias após a minha conversão a Cristo, corria o ano de 1963. Tinha eu os meus 14 anos, jovem quase imberbe, de imediato se estabeleceu uma certa empatia entre nós.
A rondar os cinquenta anos, perto de um metro e oitenta, mais ou menos, de aspecto grave e sério, chegando a ser austero, que lhe valia o injusto epíteto de duro e severo, com uma impressionante voz de barítono, cativou-me.
Casado com a irmã Isidora, irmã também muito querida; pai de três filhos, duas meninas, uma delas casadoira, a Elizabete, uma adolescente, a Nicha e um moço, o Zeca.
Profissionalmente, era funcionário superior da CRGE, era nas horas livres que dedicava seu tempo ao ministério de Presbítero, na Igreja Assembleia de Deus em Amadora.
É precisamente nesta última função, que mais o destaco.
Admirei-o pelo seu amor a Deus e à Igreja; por ser homem de fortíssimas convicções, (que saudades!) por sua fé simples, pela sabedoria com que expunha a Palavra de Deus, foi dele que herdei o mesmo gosto pelo estudo das Escrituras Sagradas até hoje.
Apesar da minha pouca idade, aliás, nunca o vi tratar com desrespeito os mais novos, sempre tive dele a atenção e carinho próprios de um pai e amigo, dele recebi conselhos que ainda hoje me são úteis.
Foi ele também que acreditou em mim e me estimulou a abraçar o ministério cristão que exerço até ao presente.
Hermano da Fonseca já está no céu! Cumpre-se nele as palavras de Deus ao profeta Daniel: Os entendidos pois resplandecerão, como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como estrelas sempre e eternamente. Daniel 12:3.
Meu querido irmão Fonseca, aqui fica o meu obrigado por tudo o que de si recebi, do seu amor, do seu exemplo, dos seus ensinamentos, das suas convicções, da sua fidelidade, da sua integridade como homem de Deus! BEM-HAJA!
O KOHELETH
1 comentários:
Olá, não sei quem és, mas quando hoje recebi um mail da Sara Catarino, com uma simples frase "Abre e lê", não estava à espera de me emocionar.
Falavas do meu pai!!!!
Foi o primeiro da tua galeria de "pessoas"
"A quem honra honra", mas nem sempre assim acontece.Temos muitas vezes a memória curta.
Não devemos viver do passado, mas ele faz parte das nossas vidas, da nossa história.
Como tu, desculpa tratar-te assim,mas eu sou a Elisabete e também te devo conhecer,mas... como tu (estava eu a dizer)VIVI tempos dificeis mas de benção.Foi uma escola excelente, dali partiram muitos para servir a causa do Mestre.
Deus usou um homem comum para fazer uma obra grande.
Obrigada pela tua gratidão e pela tua homenagem.
quero deixar um pensamento:
"todos nascemos sem pedir
Morremos sem querer
Aproveitemos o intervalo"
Deus te abençoe
Elisabete
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